O que fazer no inverno em Florianópolis: descubra uma nova forma de viver a ilha
16/07/2026, 6 min de leitura

Praias mais tranquilas, bairros históricos, boa gastronomia e paisagens preservadas revelam uma Florianópolis que costuma passar despercebida durante a alta temporada.
Florianópolis é um dos destinos mais procurados do Brasil durante o verão. Quando a temporada termina, porém, a ilha revela um ritmo completamente diferente. As praias ficam mais silenciosas, o trânsito diminui e caminhar ao ar livre volta a fazer parte da rotina.
Com temperaturas médias entre 13°C e 21°C, o inverno cria as condições ideais para explorar bairros históricos, trilhas, cafeterias, restaurantes e mirantes sem a movimentação típica dos meses de férias. É nesse período que muitos visitantes descobrem uma cidade que vai além do turismo e entendem por que tantas pessoas escolhem construir a vida aqui.
No inverno, Florianópolis ganha um ritmo mais tranquilo, ideal para explorar a cidade com calma e aproveitar melhor seus detalhes, da arquitetura à cultura local e à relação com o mar.
Campeche e Novo Campeche: cafés, mar e um nascer do sol inesquecível
No litoral leste, o inverno transforma a rotina do Campeche. A faixa de areia fica mais vazia, criando o cenário ideal para caminhadas logo cedo, corridas e momentos de contemplação diante do oceano.
O passeio pode continuar sem sair do bairro. Entre cafeterias, padarias artesanais e espaços dedicados aos cafés especiais, não faltam opções para um café da manhã prolongado ou um brunch depois da caminhada. Esse movimento acompanha o crescimento do Campeche, que passou a reunir uma oferta gastronômica cada vez mais diversa, sem perder o clima descontraído característico da região.
Lagoa do Peri: um dos refúgios mais tranquilos do Sul da Ilha
A poucos minutos do Campeche, a Lagoa do Peri oferece um cenário completamente diferente do litoral. Principal reservatório natural de água doce de Florianópolis, o parque combina Mata Atlântica preservada, trilhas leves e uma ampla área de lazer, muito procurada por moradores durante todo o ano.
Nos dias de inverno, quando o clima fica mais agradável, as mesas espalhadas sob a sombra das árvores tornam o espaço ideal para um piquenique ou uma manhã em família. Ao caminhar pelo parque, é comum observar aves como tucanos, sabiás e garças, além de pequenos animais silvestres que vivem na vegetação nativa. A água calma da lagoa, cercada pelo verde, completa um cenário que convida a desacelerar e aproveitar o tempo ao ar livre.

Morro das Pedras, Armação e Matadeiro: um roteiro entre mirantes, praias e baleias-francas
Entre julho e novembro, o litoral sul se transforma em um dos melhores lugares para observar as baleias-francas, que migram para a costa catarinense durante a temporada reprodutiva. Mirantes naturais espalhados pela região oferecem excelentes pontos de observação, especialmente em dias de mar calmo.
O roteiro pode começar pelo Mirante do Morro das Pedras, onde a vista para o oceano costuma render uma pausa para um caldo de cana antes de seguir viagem. Em poucos minutos, a Praia da Armação revela o clima da antiga vila de pescadores e leva até a Ponta das Campanhas, acessível por uma passarela de madeira. Dali, é possível observar a Armação de um lado, o Matadeiro do outro e os barcos de pesca atracados no pequeno píer.
Para quem deseja estender o passeio, também há saídas de barco a partir da Armação em direção à Ilha do Campeche, uma ótima opção quando as condições do mar permitem a travessia. Passeio Ilha do Campeche – APAAPS

Jurerê: elegância, boa gastronomia e uma orla para aproveitar sem pressa
O inverno revela um lado ainda mais tranquilo de Jurerê. Com menos movimento, a orla convida para caminhadas, passeios de bicicleta e momentos ao ar livre, enquanto a arquitetura contemporânea, as ruas arborizadas e o paisagismo bem cuidado reforçam o charme do bairro.
O Jurerê Open reúne cafés, restaurantes, lojas e uma programação que movimenta a região durante todo o ano. A poucos minutos dali, o Forte de São José da Ponta Grossa combina história e uma das vistas mais bonitas da Baía Norte, tornando o passeio ainda mais completo.
Longe do movimento da alta temporada, Jurerê permite enxergar o que faz da região uma das mais valorizadas de Florianópolis: ruas agradáveis para caminhar, serviços acessíveis e uma rotina que acontece em sintonia com o mar.

Vale a pena ler
• Casas em Jurerê: por que o bairro é um dos mais desejados do Brasil.
Santo Antônio de Lisboa: tradição açoriana à beira-mar
Poucos lugares preservam tão bem a origem de Florianópolis quanto Santo Antônio de Lisboa. As ruas de pedra, o casario histórico e a vista para a Baía Norte transformam um simples passeio em um encontro com a formação cultural da ilha.
Ao longo da orla, restaurantes especializados em frutos do mar dividem espaço com cafés, ateliês e pequenas lojas de artesanato, criando uma atmosfera que convida a caminhar sem pressa. No fim da tarde, a luz sobre a baía faz deste um dos endereços mais procurados para apreciar o pôr do sol.
Onde comer
• Lisboa 48
• Freguesia Oyster Bar
• Villa do Porto
O que conhecer
• Igreja de Nossa Senhora das Necessidades
• Casario açoriano
• Ateliês e galerias de arte


Centro Histórico: onde a cidade começou
Conhecer o Centro é compreender como Florianópolis foi construída. Em poucas quadras, arquitetura, cultura e patrimônio ajudam a contar parte da história da capital catarinense.
O percurso pode começar na Praça XV de Novembro, seguir pelo Palácio Cruz e Sousa, atual Museu Histórico de Santa Catarina, passar pelo Mercado Público e terminar na Ponte Hercílio Luz, um dos maiores símbolos do estado.
Mais do que atrações turísticas, esses espaços fazem parte da rotina da cidade e ajudam a conectar passado e presente em uma mesma caminhada.
Roteiro sugerido
• Praça XV de Novembro
• Figueira Centenária• Palácio Cruz e Sousa
• Mercado Público
• Casa da Alfândega
• Ponte Hercílio Luz

Trilhas e mirantes para descobrir outro lado da ilha
O inverno cria as condições ideais para explorar alguns dos cenários mais bonitos de Florianópolis. Trilhas na Costa da Lagoa, Lagoinha do Leste, Galheta, Saquinho e Morro das Aranhas revelam praias preservadas, Mata Atlântica e vistas para o oceano. Para um passeio mais contemplativo, o Mirante da Lagoa da Conceição e o Mirante do Morro da Cruz oferecem panoramas que ajudam a entender porque a natureza é uma das maiores riquezas da cidade.
Sugestões para o roteiro:
• Costa da Lagoa
• Lagoinha do Leste
• Praia da Galheta
• Trilha do Saquinho
• Morro das Aranhas
• Mirante da Lagoa da Conceição
• Mirante do Morro da Cruz
Vale a pena ler
Continue explorando Florianópolis e o litoral catarinense:
• Por que o Sul da Ilha se tornou uma das regiões mais valorizadas de Florianópolis
• Praia do Rosa: um novo jeito de viver entre o mar e a natureza
Perguntas frequentes
Faz muito frio em Florianópolis no inverno?
O inverno costuma ser ameno, com temperaturas médias entre 13°C e 21°C. Em alguns dias, especialmente após a passagem de frentes frias, os termômetros podem registrar temperaturas mais baixas durante a manhã e à noite.
Quando acontece a temporada das baleias-francas?
Os primeiros avistamentos costumam ocorrer em julho, estendendo-se até novembro, com maior frequência entre agosto e outubro.
Vale a pena visitar Florianópolis no inverno?
Sim. A estação oferece praias menos movimentadas, boa gastronomia, trilhas mais agradáveis, bairros históricos e uma programação cultural que pode ser aproveitada sem o ritmo intenso do verão.
Onde assistir ao pôr do sol?
Entre os lugares mais procurados estão Santo Antônio de Lisboa, Sambaqui, Ribeirão da Ilha, Beira-Mar Norte e o Mirante do Morro da Cruz.
O que fazer em dias de chuva?
O Mercado Público, o Museu Histórico de Santa Catarina, a Casa da Alfândega, o Centro Integrado de Cultura (CIC) e diversas cafeterias espalhadas pela cidade são boas alternativas para conhecer o outro lado da capital.
Descubra Florianópolis com o olhar de quem conhece a cidade
Escolher um bairro também significa escolher uma forma de viver. Enquanto o Campeche combina mar e uma rotina ao ar livre, Jurerê reúne infraestrutura consolidada, Santo Antônio de Lisboa preserva a herança açoriana e o Centro mantém viva a história da capital.
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